Depois daquele fatídico 08 de abril de 1970, quando Paul McCartney disse “o sonho acabou”, martelando o fim dos Beatles, começou o estranho mundo solitário dos quatro fabulosos rumo a sua identidade musical e política. Cada um buscou uma vertente e foi até o fim. Para o bem ou para o mal, a representação social, política e antropológica da ex-banda ainda continuou viva.
Paul McCartney era o mais musical, o primeiro a chegar e o último a sair do estúdio. Seus discos poderiam facilmente pertencer a discografia dos Beatles, pois se sabe que era dele a maioria das melodias e arranjos, isso ficou claro nos seus discos com os Wings e sozinho. O melhor exemplo que Paul nos deixa é que um artísta nunca deve envelhecer musiucalmente. Ele sabe acompanhar as tendências e se inserir nelas. Sendo fazendo discos de musica eletrônica, como o projeto Firebird, como o pedido dele para tocar com o MGMT, uma banda que não tem nem três anos de existência.
George Harrison acentuou sua imagem mística e usou da influência de sua ex-banda para promover a World Music. Aprendeu cítara e divulgou a música indiana, produzindo concertos por lá, inclusive.
Ringo Starr sempre esteve no meio artístico. Seja como músico, gravando regularmente discos solos ou fazendo participação com outras bandas. Se aventurou pelo cinema e para falar a verdade nunca mais fez nada demais. Passou a vida toda vivendo da “pôse” de um Beatles e para ele sempre esteve bom assim. Nada de anormal, quando os Beatles estavam na “ativa” a postura dele era a mesma.
Jonh Lennon se transformou num cara de meia-idade. Lutou por um mundo melhor, fez passeata nas ruas, fez protesto numa cama, buscou derrubar as fronteiras dos países enquanto tinha várias mansões “cercadas” pelo país e mostrou ao mundo o seu excêntrico relacionamento com a também excêntrica Yoko Ono. Depois do nascimento do segundo filho resolveu ter uma vida pacata em casa, como se fosse possível. Retratou todas essa fases em suas músicas, outra característica que adquiriu enquanto estava nos Beatles.

Nowhere Boy: porque o filme não vazou ainda?


John ao lado de Forest Gump, o contador de histórias 






