
A MPB (embora não concorde com essa nomenclatura) hoje vive um momento de crise-de-identidade. O que na década de 90 deu muita grana para executivos com remakes e revivals do que foi os 70′, hoje tenta ao máximo sair da “bolha” e aposta nas várias gamas da musicalidade brasileira, o que me deixa muito feliz quando penso que será o legado para meu filho. E Paulo Monarco nos revela uma dessas gratas surpresas. Já está praticamente pronto. Boas musicas, arranjos econômicos, letras que estão começando a criar uma identidade e acima de tudo, tem um bom gosto nato. Mas ainda não é um daqueles artistas que pega de jeito que não foi vê-lo. Mas isso é natural, dominar um show não é uma das tarefas fáceis e muitos só conseguem com um bom tempo de estrada. O fator artístico talvez seja o que mais ele tenha que trabalhar. Criar no palco a áurea de um artista [que ao pé da letra é alguém sobre humano] e dominar o espaço e tempo do palco não são fáceis de se atingir, mas confesso que gostei do andamento de sua apresentação. Se fosse seu amigo íntimo diria: vai lá cara, você está chegando perto.








