
Por volta de 1975 o americano Dan Storper viajava pelo mundo à procura de artefatos, roupas e preciosidades dos países que visitava, principalmente nos países da América do Sul, já que na época preparava um estudo sobre os povos latinos. De tanto viajar, decidiu montar uma loja para vender essas preciosidades e custear novas viagens pelos cinco continentes, o nome de loja ficou como Putumayo, em homenagem ao grande rio que liga o sul da Colômbia com o Amazonas, no Brasil. Com o tempo, os muitos compradores de suas mercadorias começaram a aparecer na loja não só para comprar um vestido peruano, ou um colar congolês, mas para simplesmente ouvir as músicas que rolavam na loja, canções que Dan garimpava pelo mundo e que fazia a trilha de suas viagens.

Com isso, já em 1993, decidiu comercializar as músicas e entrar no ramo fonográfico com a missão de introduzir as pessoas a músicas de todas as culturas do mundo, assim nasceu a Putumayo World Music. Nesses quinze anos a marca já produziu cerca de 300 coletâneas das mais diferentes legendas como Brazilian Groove, Latin Jazz, Acoustic Arabia, Café Cubano, Tango around the world e muitos outros temas com boa qualidade tanto sonora como artística. Geralmente consumido por consumidores que se interessam por viagens e artes, o selo costumam chamá-los de “Cultural Criativos”, uma expressão sociológica para quem tem, segundo o conceito, um espírito de aventura e descoberta pelo mundo. Ao todo, o núcleo Putumayo construiu uma rede propriedade de mais de 3000 livros, dom, roupas, máquina de café e de outros revendedores com escritórios em mais de 15 países.
Há alguns dias achei um torret com mais de 130 discos do selo, com boa qualidade e que deu para entender todo o conceito da marca. Vale a pena se você se interessa pelas variadas manifestações artísticas ao redor do mundo. Deu um clique e confira.







