Arquivo para setembro \26\UTC 2008

#002: Quando foi o tempo do Glam Rock?

Os anos 60 foi – sobretudo – uma década potencializada pela explosão do fator artístico da música, do palco, do figurino, da marca e principalmente da sua relação com o público – agora mais alvoroçado depois do surto da beatlemania (1964).

T.Rex em show

Imagine o que foi preciso para nascer o Glam Rock: na Europa a sub-cultura do Mod (embora tenha-se criado uma discussão contraditória e ferrenha sobre a ligação entre os movimentos, o Mod tem sim relação com o glam de 70’) vivia quase o auge e nos EUA o movimento “anti-guerra” Flower Power era quase unanimidade, a cena musical que juntava esses dois países estava dividida entre o progressivo (inclua acid rock, psicodélico, experimental e o rock sinfônico) e o hippie (adicione o surf, power pop, folk e toda e qualquer balada com dois violões e uma voz por cima das cordas), dois gêneros que sustentavam o mercado e tinham os principais artistas da atualidade a nível de mundo.

Rente a tudo isso a Inglaterra saiu na frete e inconformados com a simplicidade riponga da América e a complexidade do progressivo de casa, um grupo de artistas (precisamente em 1969) começou a explorar elementos cênicos do palco e – sob a influência da música psicodélica – juntaram luzes, efeitos especiais ao vivo e um figurino exageradamente elegante com plataformas, maquiagem, unhas postiças e a androgenia – o tempero do glam e o conceito primário a ser explorado para qualquer bandas iniciante na época. Daí já estava tudo pronto para o Glam tomar a década de 70 de assalto, porém, mesmo com discos com essa temática alcançando importantes posições nas listas de mais vendidos e com o aclamado e pioneiro Ziggy Stardust # engenhoca de David Bowie # o Glam só ganhou gosto popular e conseqüentemente o Mainstrean em 1971, com a música “Ride a White Swan” do T.Rex, que atingiu as rádios e abriu o mercado para bandas do segmento que permeavam o under metropolitano londrino.

O auter-ego de Bowie: o espacial Ziggy Stardust

Atingindo o país inteiro pelo rádio, a nova onda imediatamente chamou a atenção das gravadoras e o mercado da Grã Betanha passa a considerar a purpurina no palco como a nova tendência para a década que estava começando, porém, mesmo com todo o investimento o Glam foi pego de surpresa pela sua própria vertente, que surgiria logo depois da explosão do gênero: Quando o glam já estava no nível de fechar casas de shows lotadas foi a hora de levantar uma galera que queria continuar com o progressivo de qualquer jeito, mas também gostava do conceito e estética do glam, então o jeito foi juntar novamente os dois – misturar – e adicionar uma coisinha a mais, no caso, o peso e a guitarra ainda mais e mais distorcida – por isso e em função dessa trêta toda – no começo da década de 70 o mundo conheceu o Heavy Metal e o Hard Rock, daí não teve mais jeito.

Claro que o Glam não morreu no meio de setenta e permace até hoje através de inumeras vertentes e releituras e sobrevive até hoje porque assim que deixou de ser Hype no seu país de origem, correu para os países de terceiro mundo e lá se solidificou. Temos um grande exemplo aqui no Brasil com a banda Secos & Molhados, que mesmo tendo nascido em 1971 partiu para o progressivo/glam por volta de 1973 e daí se tornou com é conhecido atualmente.

No Brasil a coisa tomou forma com Edy Star e Secos e Molhados (foto)

Nas duas décadas seguintes a coisa foi tomando outras formas e porque não podemos considerar o punk # que já chegou logo depois no final de 70 # como uma elovução do Glam? E toda aquela loucura do kiss com plataformas e máscaras pitandas no rosto, os modelos de butique do New Yoks Dolls, o Tecno-Pop do Roxy Music, o Brit-Pop do Suede, a exuberância de Freddie Mercury no Queen e o deboche do The Darkness, tudo isso não seriam outras vertentes somados a influências da época?

A América entra na dança: As botinadas do The New York Dolls

Linha do Tempo:

# Veja um documantério inglês sobre o Glam Rock feito por alunos da Glascow Metropolitan College com entrevistas exclusivas com grandes nomes do Glam de 70 – Divirta-se.

PARTE I

PARTE II

Quem tem voz, tem tudo

Nestes últimos tempos muito se fala do retorno da banda Rage Against the Machine. Fãs esperam mais de 8 anos para um novo álbum da banda, que por enquanto não está programado,e esqueça: nem os próprio integrantes falam no assunto.

Mas há algumas semanas, um vídeo no youtube chamou muita atenção. Ao chegar à cidade na qual iriam realizar o show, RATM foi impedido de tal. Os motivos são todos aqueles que vocês sabem, por ser uma banda ardida, afiada e que critica impiedosamente (e com razão) os seus governantes, coisas que faltam aqui no nosso país.

Mesmo com a interdição do show, RATM arrumou um jeito de enlouquecer o publico que ali ficou aguardando. Com muita inspiração, humor e com a ajuda de um mega-fone Zack e Tom Morello fizeram uma capela de Bulls on Parade com direito a guitarra feita pela boca. Bom, acho que melhor que falar, é ver o vídeo. “Wah wah Uaca – Wah Wah – Uaca, Uaca, Uaca”.

Falando em Rage…

Navegando pela internet para saber um pouco mais do mundo da música, eis que leio seguinte titulo. “A banda We Are Scientists acusa Rage Against the Machine de usarem política para se exibirem”.

A declaração saiu na revista britânica New Musical Express, conhecida também por NME por uma reação do desempenho do quarteto liderado por Zack no Festival de Reading, algumas semanas atrás, em que a banda se apresentou vestida com os fatos dos prisioneiros de Guantanamo, atacando como de praxe as posições de George Bush e Tony Blair.

O baixista da We Are Scientists em entrevista a revista, acredita que a caracterização da banda não passa de um ato “pretensioso”. Já o líder da banda Keith Murray disse a NME que o problema é não acreditar em tudo aquilo que o Rage Against faz. Eis uma declaração: “A última pessoa de quem quero ouvir uma teoria é daquela cuja única acreditação é o fato de saber tocar guitarra”, criticou Murray”.

Agora deixo aqui as minhas indagações:

A primeira coisa que me passou a cabeça foi tentar lembrar uma música sequer da tal banda We Are Scientists, algo que até agora não aconteceu (e não acontecerá). Logo após, paro e penso que – qualquer banda tem o direito de escrever e cantar aquilo que bem entender. Nunca uma banda sequer ousou em fazer o que Rage faz. E o tal Keith Murray vem dizer que não ouviria uma teoria sequer de Tom Morello é um pecado, afinal, ser formado em Ciências Políticas na Universidade de Havard todo mundo consegue.

Colaboração de André Aquino.

Queen no Brasil, agora vai.

Depois de muita lenga-lenga de quem não queria ver ninguém no lugar do bigodudo Freddie Mercury, O Queen volta com tudo para um turnê mundial com o novo vocalista # Paulo Rodgers # e oficialmente divulga a data da apresetanção aqui no Brasilis – dia 30 de Novembro na Praia de Copacabana/RJ vai ter de tudo: dos Clássicos como Bohemia Rhapsody (vide video acima) até as novíssimas do primeiro álbum da banda depois de tanto tempo sem lançar nada de inédito- The Cosmos Rocks.

veja agora o horário eleitoral gratuito

Horário Eleitoral é um saco, agora se você souber quem tem um vereador que pensa que está no seriado Lost…

…E outro que está tentando ser o prefeito de Olinda e que – além de fazer um clipe maguebeatiano – tem o apoio do Jamelão (que é quem canta no clipe) irmão do Chico Science – aí você vai quere votar!

Inspiração: http://www.oesquema.com.br

Toda lenda tem um museu – B.B.King agora tem o seu!

Ele todo sorridente durante a inauguração – acesse http://www.bbkingmuseum.org

Como tem muita gente da história do rock morrendo (só em 2008 foram: Bo Diddley, Isaac Hayes, Jeff Healey e Wander Taffo) a doce cidade de Indianola # no estado blueseiro do Mississipi # inaugurou este mês um museu para homenagear o mestre B.B.King e toda sua trajetória do delta blues ao jazz. O presente se deu pouco antes do negão semi-acústico completar 83 anos. Além de encontrar objetos lendários como a bicicleta que ele usou para rodar 60 quilômetros em busca de sua família, alguns cartões de registro de contratos, palco vestidos, prêmios Grammy, crachás de acessos à backstages e uma série de guitarras usadas em toda a sua carreira, o visitante ainda pode contrubuir para o projeto – sustentado pelo museu – Delta Interpretive Center, que estimula a entrada de conhecimento e cultura nas regiões mais pobres do país e ter sua foto exposta como um dos contribuíntes em uma ala especial do B.B King Museum. O manhoso – que só queria retribuir o negócio – fez um show especial na inauguração com direito a um beijinho em Lucille, sua Gibson pretinha, e ainda finalizou: – “Tenho tocado em 90 países diferentes ao redor do mundo, mas sempre fico ansioso para voltar para casa”, disse.

Da louca cena inglesa de 1965 até o posto de lenda do rock: morreu hoje Richard Wrigth.

O último [da direita para a esquerda]. Seu modo de construir harmonias influenciou uma geração de pianistas pós 70′

Roger Waters (vocal e baixo) era o gênio que não tinha rédeas. David Gilmour era o ex-modelo virtuoso na guitarra que tinha a melhor pose britânica em cima do palco. Nick Mason, o baterista, só queria se divertir e beber cerveja. Sincrônico, o cara não errava uma e dava toda a segurança pra a banda fazer o que quisesse ao vivo. Já Richard Wrigth era inegavelmente a própria essência do Floyd, soube criar riffs com a elegância através de uma incessante busca pelas variações das harmonias no piano, além de ter uma das vozes mais marcantes e seguras de todo o grupo. Coloquem a bandera a meio-pau, morreu hoje Richard Wrigth – vítima de câncer.


cantando Echoes e vivendo a sua melhor fase em grupo

Quando tinha 12 anos não conseguia entender o tipo de som que saía do Toca Fita velho lá de casa e as minhas fitas do Pink FLoyd felizmente nunca embolaram, mas me perguntava: de onde vêm esse timbre no fundo? Tempos descobri que ali era Wrigth. Suas músicas no Pink Floyd são quase sempre as melhores de cada álbum.

Pra entender melhor fiz uma lista com três coisas que ele fez enquanto era do Floyd ( o nome da lista é “Quem não se emociona ouvindo…”)

Remember a Day (A Saucerful Of Secrets -1968)

Summer 68 (Atom Heart Mother -1970)

Us end Than (The Dark Side of The Moon – 1973)

Noel – o cara, a cara e o chão

Se você é um daqueles que nunca agüenta aquelas intrevistinhas com o Noel Gallagher dizendo coisinhas irritantes do tipo “não gosto do cara do Coldplay” – “eu sou mais bonito que meu irmão” – “quero morar no ap do John Lennon” e sempre quis dar um soco na cara do inglesinho metido, finalmente alguém foi lá e fez o serviço. Só ainda não descobrir o nome do encrenqueiro – será que já tem uma comunidade no Orkut com o nome dele? (se vacilar até tem…)

… O mais engraçado de tudo é quando o irmão do panaca – o não tão menos panaca, Liam – olha pro cara no palco e quase corre pra se esconder de baixo da bateria. Porém, quando vê os seguranças imobilizando o fãn briguento, dá uma de macho pra bater no cara – até parece, se fosse na minha terra ele já tinha levado três tapas na cara pra respeitar cara de homem.


Carpatia

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