Arquivo para abril \28\UTC 2009

Chorando se Foi…

Ja estou uma semana aqui em terras bolivianas e a cena das musica vai revelando multi facetas – que faz do paìs um lugar festeiro (e dancante). As raìzes da mùsica boliviana atravessa suas fronteiras desde algumas dècadas, que vai principalmente fazer sucesso no Brasil, que è pròximo (e tambèm dancante e festeiro)

Um desses hits você vai lembrar:
A primeira è da banda Los Kjarkas que lancou a mùsica Llorando se fue, que ganhou uma versáo em português (entitulada Chorando se Foi) que foi o grande referencial do ritmo lambada para nós brasileiros.

Original:

Versáo:

Executada pelo grupo Kioma.

e ainda a BOOOOMBA boliviana que correu o mundo

estoy en Sta. Cruz

Olà amigos. Estamos quase uma semanba sem atualizar. Desculpem o atraso. Estou em Santa Cruz, na Bolìvia, conhecendo a cena musical daqui. Ontem me encontrei com o Ronaldo Rocha, músico que esta a frente do projeto Animal de Ciudad. Ele me explicou a os detalhes da cena local, principais dificuldades e a relaçao com generos nativos. Mas disso falo nos próximos dias porque ainda tem muita coisa “para conocer“. 

Abaixo reproduzo o video de Ronaldo gravado no centro da cidade. 

Coachella @ Abril pro Rock

Esse final de semana foi um dos mais agitados do ano para o rock. Rolou na cidade de Índio/Califórnia o Coachella Music & Arts Festival, principal revelador de tendências e sons novos que rolam pelo mundo – que mistura com nomes de peso em seu line-up. E aqui no Brasil, o Festival Abril pro Rock, em Recife-PE. Não estive em nenhum desses, mas deixo o link para vocês saberem o que andou rolando por lá. E vídeos.

Coachella – Paul McCartney

Coachella – Morrisey, que deixou o palco por sentir cheiro de carne (?)

Abril pro Rock – Motorhead

Produtor do festival, Paulo André, fala sobre a nona edição

Resenhas: Coachella (1 e 2 dia)  e Abril pro Rock (12 dia + Rádio Fora do Eixo)

O engraçado mundo Cult @ Tributo Los Hermanos

Los Hermanos chegou no cenário nacional no momento em que os grupinhos cult já estavam se rendendo ao Mamonas Assassinas (que hoje é cult). O ano era 1997 e o país de repente foi  tomado pela sensação pagodeira Só Pra Contrariar e o mundo se embalava ao som dos Backstreet Boys (US) e Spice Girls (UK), que tomavam conta de todas as paradas. Os culturétes ficaram sem rumo, usando camisetas do Cartola e Benito de Paula, dizendo que Jimi Hendrix era legal, lendo aquelas edições de bolso do On The Road, mas quando viram uma bandinha com uns caras barbudos que juntava coisas diferentes como ska e reggae com grande influência do underground carioca dos anos noventa de uma forma pop, acessível e que dava pra tocar no Programa do Faustão, a coisa ficou interessante. O Brasil conheceu a banda e a banda conheceu o Brasil e por isso decidiu mudar. Brigaram com a gravadora e gravaram o terceiro disco Ventura, bem parecido com o anterior Bloco do Eu Sozinho mas sem o hardcore do primeiro disco, não por isso mas a banda de repente voltou a fazer shows para 200 pessoas. E quando uma banda tem um disco legal e não é muito conhecido por todo mundo se torna um alvo em potencial para os cults (que tem síndrome do underground, ou seja, amam tudo que ninguém ainda não conhece), com o Los hermanos não seria diferente. Ontem estive em um tributo à banda que, desde antes de sair de casa, já sabia que seria uma noite igual ao de festa de pagode, só que em vez do cara mostrar seu bíceps e tríceps para as garotas ele vai mostrar o tamanho da sua barba e quanto mais “desprendido” da moda ele for melhor são as suas chances. Paradoxo? A partir daí começou minha divertida história noite adentro a procura do culti(zinho) perfeito.

O cara cult é aquele que não usa a força. Sim, ele não liga pros músculos, não liga para o que é popular, gosta de conhecer coisas muito específicas como o cinema tailandês de 1950 e acha que tudo o que faz é único e diferente. Eles não andam sozinhos porque sentem a necessidade de conversar sobre suas paixões, não querem saber de roupas da moda mesmo tendo uma grandíssima preocupação pela estética de sua imagem. Por isso, preferem se adequar a modinha entre os outros cults em geral, comumente usam camisetas quadriculadas, ou casacões, óculos grandes e com abas grossas – algo que remeta ao estilo europeu ou então está fora do grupo. Gosta de manter um blog de poemas, contos e se intitula socialmente alguém diferente por ter uma “sensibilidade” acima da média quando se fala em artes em geral (leia-se literatura, música, cinema e coleções).

Onde rolou o tributo era cheio desses estereótipos. O lugar, sim, o lugar. É um clube de Choros e Serestas daqui de Cuiabá, onde habitam indies, ermitãos e beatnik frustrados que adoram falar das superficialidades de Baudelaire, Oscar Wilde e do cinema europeu – afinal, quem nesse “mundo” tem coragem de dizer que não entende nada do expressionismo alemão? Mas deixa pra lá, estamos falando de Los Hermanos. E confesso, sou fã. Não desses fãs que analisa cada música e fica dizendo consigo mesmo: “olha só, não te dizer o que penso já é pensar em dizer, que coisa extraordinária”. Não se espante, ouvi vários destes comentários pela noite a fora.

O time de músicos que acompanharia chamava a atenção pela qualidade individual. Os três são conhecidos e recebem comumente o rótulo de “melhor músico da cena”, muita gente foi pra vê-los. Legal a iniciativa de chamá-los para tocar Los Hermanos que, até pouco tempo, era motivo de piada. Deu pra ver que os caras não conheciam as músicas e os ensaios foram poucos. Tudo bem, da próxima melhora. O vocalista Vitor Meireles (ex-rude poema) foi o responsável pela concepção do projeto, e não poderia ser outro: é tão cult que é daqueles que gosta do Lado B de Tom Jobim e se esbalda em Willian Blake. No palco, com uma camiseta meio quadriculada e o olhar de estranheza meio “quero ser” Syd Barret me fizeram crer que o maior cult da noite se escondia ali, no palco, onde mais poderia procurar? A seriedade dos solos de trompete que ele fazia com a boca me fez pensar nos meus dias Hermaníacos ainda lá no nordeste – isso é um elogio.

O público respondia como quem conhece mesmo o que é um tributo. Como nos shows da banda (que acabou faz dois anos) o côro seguia por todas as músicas. Mas coisas engraçadas rolavam de vez em quando. Todo mundo gosta de gritar “Pierrot” como quem grita “Toca Raul”. No meio da noite aconteceu uma das coisas mais engraçadas: Até uns quatro anos Anna Julia era odiada por todos os fãs porque simplesmente ela fez muito sucesso, só que os cult(zinhos) começaram a perceber que já era modinha dizer que Anna Julia era sem graça e de repente todo mundo estava dizendo que Anna Julia era legal. Vou direto ao ponto: Essa música tocou três vezes na noite, todas elas, com um côro gigantesco vindo de todos os lados, agora to só esperando um grupo cult paralelo começar a dizer que Anna Julia é ruim mesmo – coisas da moda. Já dizia José Flávio Junior – da Revista Bravo – que a discografia da banda é equivalente ao do Radiohead. Enquanto a banda inglesa lança um estranho Kid A, os cariocas jogam para fora o disco “4” que novamente dividiu fãs e se juntou mais ainda aos cults que temem em falar que o Chico Buarque é ruim, eita, só por mencionar algo ruim sobre o Chico posso apanhar no próximo tributo. Mas sim, acho Chico é razoável. Mas por favor, não deixem de me convidar para o próximo tributo e nem me barrar na porta. Principalmente se eu tiver com uma camiseta verde “manjada” do Pet Souds, clássico disco de 1966 dos Beach Boys. É claro que eu fui todo cult também, né.

NOTA: não consegui fotos, quem tiver me mande que dou os devidos crétidos dewiscaldas@gmail.com

encerrado julgamento do Pirate Bay

Como você acompanhou por aqui no Blog, o julgamento contra o Pirate Bay finalmente terminou. Também chamado de espetáculo da Internet, o julgamento ser tornou um espaço dos quatro acusados de continuarem zombando das empresas que abriram o processo. O julgamento foi transmitido pela Internet e uma série de brincadeiras por parte dos réus foram montadas, inclusive com um vídeo de defesa usando músicas sem o devido licenciamento. Porém, mesmo sendo a Suécia um país que não tem leis de internet. Peter Sunde, Gottfrid Svartholm Warg, Fredrik Neij e Carl Lundström foram sentenciados a ficar um ano na cadeia mais uma multa de U$900 mil que cada um deles terão que pagar. Mas eles não estão nem ai, apoiados por uam legição de usuários (e fãs) pelo mundo, assim que recebeu a notícia da sentença já mandaram o recado em um vídeo caseiro postado no site: “Mesmo se tivéssemos o dinheiro, eu preferiria queimar tudo o que devo e nem daria o pó que sobrasse. Nem as cinzas”, disse Sunde.

Dezessete empresas entraram com a ação e agora a Twentieth Century Fox deve receber US$ 1.3 milhão, a Columbia Pictures fica com US$ 504 mil e a Warner Bros embolsa US$ 300 mil. O quarteto condenado deve recorrer.

Madonna vestida de Ana Maria Braga

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Peguei no PapelPop e tem mais.

The Simpsons #01


Carpatia

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