Arquivo para junho \30\UTC 2009

O dia em que a terra parou

A morte de Michael Jackson é a prova de que a obra de um artista pode ser maior do que ele próprio. A sua trajetória como músico popular, as controvérsias, as excentricidades, o mito por trás de um homem que viveu o limite do amor e do ódio no mundo da música, encontrou em sua morte a exposição máxima de mídia que um ser humano conseguiu na história. O planeta parou. E relembrou momentos do artista que não tinha barreiras quando criava sua arte para essa nossa pequena aldeia global.

Uma revolução na comunicação. Na quinta-feira a tarde quando soube de sua morte e de como a imprensa na Internet estava notificando o acontecido, corri para frente da Tv e não importou se a seleção brasileira tinha garantido a final da Copa das Confederações [na África do Sul], e nem tão pouco as acusações contra o ex-presidente José Sarney (MA) no senado ou até mesmo o avanço da gripe Suína (H1N1) pelo país, tudo isso ficou em segundo plano com a morte do astro Michael Jackson. E não foi só por aqui, o mundo todo reverberou a notícia e apontou suas armas para descobrir o que afinal aconteceu entre a casa do cantor e o Ronald Reagan UCLA Medical Center.

O Google e o Twitter (22,6% das mensagens feitas no dia foram dedicadas a ele) ficaram fora do ar, o número de usuários na rede mundial de repente subiu 11% com gente querendo informações sobre o estado de saúde de Michael, isso fez com que o Google acreditasse que estivesse acontecendo um ataque cibernético e seu sistema e – numa situação inédita – desligou o provedor.

Da Internet para fora. Em qualquer lugar que se vai, do restaurante ao cinema, do campo de pelada na rua até o grupo de Alcoólicos Anônimos, da igreja metodista até a Casa Branca, o assunto era comentado em qualquer grupo de dois ou mais. Vivemos finalmente na aldeia de Marshall McLuhan.

michael04

Imagine se fossemos quantificar ou valorizar o número de mídia espontânea que o nome do Rei do Pop conseguiu em três dias? Bem, se Elvis Presley – morto em 1977 – hoje é uma das celebridades que mais lucram depois da morte, Michael já vence esta estatística horas depois de sua morte. Em números gerais, quatro horas após a confirmação da morte, seus discos atingiram os 15 primeiros lugares em vendas site de músicas Amazon.com. Só o Thriller (1982), voltou ao topo em vendas com a reedição do 25 aniversário do disco – lançado em 2007. Depois dele, os álbuns Off the Wall (79) e Bad (87) também estiveram entre as primeiras posições. Mas não só a carreira solo, ainda hits do seu antigo grupo Jackson Five voltaram ao topo de vendas. Em vida, Michael vendeu 750 milhões de cópias, depois de sua morte, ainda não se tem o número de quanto esse número subiu. E como a pirataria chinesa já está vendendo um DVD Tributo, nunca saberemos os números reais desses dados.

Em entrevista ao Fantástico [Rede Globo], a brasileira que era cozinheira de Michael finaliza – emocionada – o seu discurso desabafando “não aceito o mundo sem Michael Jackson”. Não é exagero se pensarmos que ela não é a única a pensar dessa forma, a prova disso aconteceu desde quinta-feira onde tudo estava em torno de Michael. Quatro dis depois já soube notícias de que 12 pessoas se suicidaram com a morte dele. Enfim, tivemos uma final de semana diferente, não temos mais o homem que era sinônimo de estranheza e idolatria no mundo artístico.

Encerro aqui minhas homenagens ao pequeno Michael. E espantado com a comoção mundial em torno de sua morte.
micMICHAEL JACKSON, O REI DO POP! 1958 – 2009

especial videos de Michael

Não vou contar a história dos fatos porque só se fala disso no mundo. Então veja alguns videos em homenagens ao astro e rei do Pop.

Moonwalk na Presidente Vargas

Nova versão coreografada dos presos nas Filipinas

Caetano Veloso canta Billi Jeans em show em Porto Alegre. A pedido da platéia.   

Versão Remix de Jackson, Mashups de Cookin’ Soul

Melhores momentos do astro dançando

A celebridade do you tube Philip DeFranco fala da morte de Michael

SuperCovers #05: Miles Davis X Human Nature (Michael Jackson)

Miles Davis recebeu críticas ferrenhas dos jazzistas conservadores quando lançou You’re Under Arrest (85), seu último álbum lançado pela Columbia. O músico sempre disse que os grandes trompetistas das década de 40 e 50 eram na verdade músicos populares que procuravam em seu repertório agradar a todos e vender o maior numero de discos possível, o que para Davis não tinha nada de anormal. Só que para ele You`re Under Arrest significava atualizar esse repertório popular e quando pensou em colocar dois covers no disco não foi difícil para Miles achar os maiores nomes do início da década de 80.

Assim como a coragem de inovar de Miles em Birth of the Cool (1957), Kind of Blue (59) e In a Silent Way (69) com o nascimento de uma nova vertente, a reinvenção do Bebop e o Jazz elétrico respectivamente, You`re Under Arrest trouxe dois covers que foram o estopim de sua troca de farpas entre os que lutavam para que o jazz não de ‘’desvalorizasse’’ seguindo os trilhos da música popular. A balada de Cyndi Lauper “Time After Time” e “Human Nature” de Michael Jackson deram a Miles uma nova perspectiva em sua carreira e claro, a mudança de gravadora # a partir de então sua discografia já era conduzida pelo selo Warner Bross, que entendeu a sacada do trompetista e lhe deu condições para experimentar na última dácada de sua carreira.

Uma das grandes apresentações de Human Nature ocorreu em Hamburgo, na Alemanha, na tradicional casa de shows Fabrik (que já recebeu Gilberto Gil) e é dela o nosso SuperCovers de hoje especial Michael Jackson.

Remember This Hit? #04: Beat It– Michael Jackson

Michael já era o príncipe da música pop por seus hits nos gêneros soul, R&B e disco, mas quando pensou em gravar o Thriller (1982), pensou que era a hora do rock, e colocou a canção Beat it como sendo sua primeira incursão roqueira em sua discografia. Pra completar chamou o guitarrista Eddie Van Halen, na época sinônimo de técnica, beleza, força e presença de palco no mundo dos rocks stars. E deu certo. O disco vendeu 104 milhões de cópias # uma marca insuperável # e chegou ao topo das paradas como uma das mais importantes composições de Jackson. “Queria escrever um tipo de música que eu compraria se tivesse que comprar uma canção de rock”, disse anos mais tarde para resumir a decisão.

Lançada em 14 de fevereiro, assim que apareceu se tornou um hino anti gangues por ter um clipe com participação de membros de gangues em uma coreografia premiada. Foi considerada o melhor video musical do ano e a jaqueta vermelha utilizada por Michael no video ficou marcada como o “futuro” da moda, se tornando o objeto de desejo de todos os jovens do início dos anos 1980. Por conta do sucesso, Michael decidiu colocar pelo meno uma música do gênero no resto de sua discografia, dentre elas podemos destacar Dirty Diana e Privacy.

Um remix de “Beat It” com participação de Fergie foi encomendado para o lançamento da edição comemorativa dos 25 anos do álbum, em 2008. A música novamente entrou nas paradas por conta das vendas digitais. Se a vinte e cinto anos a música conquistou todos os veículos em que foi propagada, essa versão foi o ultimato pelo se ecoamento na Internet.

The King Of Pop!

Cara, fiquei arrasado. Perdemos o artista que mais “estudamos” aqui no blog. Digo estudamos porque a vida, a obra e sobretudo a marca Michael Jackson destruíu e moldou barreiras na música contemporânea e configurou o modo de consumir música nos últimos trinta e cinco  anos. Dividiu o ódio e o amor por ser o artísta mais controrverso de nossa história atual. Aqui no Carpatia estamos de luto!

Até o final da semana todas nosssas seções serão relacionandas ao mito, bye Michael.

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A música eletrônica explicada

techno

Poderia entrevistar meus amigos Gabriel Lucas e Daniel Soares, do ótimo blog Factóide, sobre a música eletrônica. Ou até mesmo o Dj tech house Gorduraz. Mas para aqueles que estão loucos para entender como funcionam as tendências, as vertentes e como cada sug-gênero se distingue e se desenvolve, achei esse site chamado Techno com uma Guia da Música Eletrônica muito bacana que, além de apresentar uma genealogia da música eletrônica, faz a separação entre as cidades e a seqüência da evolução de todas as vertentes (ou pelo menos as principais), por exemplo: do House surgiu a Disco, dela foi pro Clássico, depois pro Techno Dance e se transformou em Progressivo, tudo isso para mostrar as origens do Brit e do Dark. E o melhor ainda não é isso. A cada vertente tem um box com músicas em flash que representam cada uma das vertentes, tipo, quando fala do Clássico começa a tocar os artistas respectivos do gênero, além de uma explicação estética do que (e como identificar) é o ritmo – está tudo em inglês.

Na Porta do Estúdio #01: Beck, Bjork, Franz Ferdinand, Lily Allen, Sonic Youth, Beirut, The Gossip, Depeche Mode, Basement Jaxx, Black Eyed Peas e Moby

Estou inaugurando outra categoria. Se chama Na Porta do Estúdio e nela vai aparecer o que está sendo produzido por ai, as novidades. Pensei nessa categoria para ter um espaço dessas novas produções. Cabem na categoria tanto artistas independentes que apresentem um bom trabalho como também as novidades do show bizz mundial. Então, se tiver um vídeo aí é só mandar que todo mundo ganha ouvindo música boa. E vamos ao post de estréia.

Beck @ Sunday Morning (Cover Velvet Underground)

Bjork @ Declare Independence

Franz Ferdinand @ No You Girls

Lily Allen@ Fuck You

Sonic Youth@ Sacred Trickster

Beirut @ Concubine

The Gossip @ Heavy Cross

Depeche Mode @ Peace

Basement Jaxx @ Raindrops

Black Eyed Peas @ Boom Boom Pow

Moby @ Shot in the Back of the Head (feito por David Lynch)


Carpatia

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