Arquivo para agosto \19\UTC 2009

Quem vai pro inferno, a Globo ou a Record?

Não, não… Nem vou falar sobre a história toda sobre a Igreja Universal, a lavagem de alma da Globo e o tudo-ou-nada da Record. Só fico pensando que não importa o que aconteceça (falo sobre o avanço da internet e consequentente o desinteresse dos telespectadores) as emissoras sempre tratam todo mundo como babaca. Fazem jogadas políticas e defendem interesses próprios como coronéis em cidades remotas. 

Faz tempo que a Globo está com o nó na garganta pelo avanço da audiência da Record graças aos investimentos vindo da igreja Universal, leia-se Dízimos e ofertas. 

E ainda tem gente que acha que esses fóruns de 100 pessoas vai adiantar o processo de tvs públicas nesse brasilzão.

Mas como disse, nem vou falar sobre isso porque vocês já estão sabendo de tudo (já foi ate capa da Veja de domingo passado). Melhor aproveitar o embalo e postar esse video que resume, em pouquíssimo tempo, como é que tudo isso que falei no início do texto funciona na prática.

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Conheça o Música Para Baixar (MPB) @ Clube Feminino

Cartaz_Mecanica_da_Palavra

A semente foi plantada na cidade de Brasília em março desde ano e meses depois já organizava seu primeiro fórum em Porto Alegre, durante o 10° Fórum Internacional de Software Livre. O projeto MPB – Música para Baixar é um programa de mudança comportamental, que desfaz os velhos modelos da economia musical, tão discutida em tempos de crise. E Cuiabá, mesmo timidamente, entrou ontem no circuito e fui lá no Clube Feminino conferir. Cheguei no local do evento sem saber muito o que encontrar. Já nos bastidores e rodas de discussão que sempre se amontoa de trás do palco, perguntei para o Eduardo Ferreira, um dos que encabeçam e divulgam esse novo pensar, o que era tudo aquilo, ao mesmo tempo em que alguém chegou em sua frente com problemas na logística da produção, antes de me responder ele olha para o rapaz (outro músico, diga-se de passagem) e diz: faça da forma que achar melhor, construímos juntos esse evento, levantando os braços como que não quer liderar nada, apenas ser uma celular do grupo. O rapaz sai sem dúvidas na cabeça e desempenha o papel sem problemas. Ele retorna para mim e diz: ta vendo, é isso, novos modelos num velho sistema. Pode parecer engraçado mas esse pequeno fato esclarece a proposta dessa micro-rede cheia de tentáculos que é o projeto MPB.

No meio do salão via-se fotos penduradas com prendedores de roupa, fotos embaçadas, letras poéticas, gente se interessando, tudo era possível naquela atmosfera. Atmosfera que se encontrava em shows. No meio de tudo isso bandas se apresentavam no palco principal. A banda Lopes não só apóia o projeto como também pega o pedestal e microfone e coloca fora do palco, no chão, pra quem quisesse cantar, esse seria o tom da noite, tudo estava mudado, o sistema tinha falido, não existia cantor, nem público, e tudo estava na perfeita ordem. Pra quem ficou interessado vai uma dica, esse projeto se estende até o final do ano e promete um evento por mês em pontos estratégicos da cidade, quando vier o próximo dou um toque por aqui, fiquem de olho. Saiba mais sobre o projeto no site http://www.musicasparabaixar.org

U2 quer o Revival do Arena Rock?

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A banda irlandesa U2 foi a última a provar do chamado Arena Rock, um movimento mercadológico que esquentou a década de oitenta com a construção de mega-espetáculos feitos para grandes estádios e imensas arenas – apresentações para mais de 100 mil pessoas. O último suspiro dessa prática foi a turnê ZOO TV, lançado em 1992, que rodou o mundo numa suntuosa logística. Claro que depois disso muitas bandas fizeram a prepararam seus shows para grandes estádios, mas com o aumento de novas bandas, pessoas se conectando e muita coisa acontecendo, naturalmente o mercado parou de gastar em grandes estruturas, o negócio então foi reduzir para fazer mais shows em mais lugares, isso foi o que segurou boa partes das novas (e algumas velhas) bandas.

Mas eis que os discos começam a vender menos e surge as produtoras de grandes turnês e o negócio voltou a ser tão lucrativo que dá até pra voltar a investir pesado. Um delas: U2!

Em março do ano passado o quarteto de Dublin assinou com a produtora americana Live Nation [um contrato de 12 anos que custou U$100 milhões para o bolso da banda e que inclui, além do controle de merchandising da marca, patrocínios, site oficial, gravação de discos e uma série de turnês “das grandes”]. Depois do lançamento do bem-recebido No Line on the Horizon o grupo deu início a turnê “360° World Tour” e gerou discussão no show Bizz pelo tamanho e logística da estrutura. Ao todo foram gastos mais de U$40 milhões nos espetáculo (acredito ser o palco mais caro da atualidade, carece de informações) com cerca de 94 caminhões montando e desmontando a estrutura por toda a Europa. E fique esperto, o arquiteto Mark Fisher confirmou a BBC de Londres que a turnê virá para a América do Sul. Todo o esforço está dando certo, Os shows estão recebendo mais de 200 mil fãs e redefinindo o conceito “fazer show” no grande mercado.

Seria a volta do Arena Rock? Na verdade não. Até onde se tem notícias o U2 é uma exceção. Ainda é mais rentável montar uma estrutura mediana – que comporte shows para 20 mil pessoas – e tocar pelo mundo. Cobrindo mais datas. Mas isso é só uma especulação. Depois de uma bem sucedida volta ao mundo da Madonna (logo-logo também Britney Spears) quem sabe o mercado não se recondiciona? Não sou vidente, mas vou ficar aqui de longe só sacando.

Mais fotos

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Veja Turnê ZooTV  (1992)

Os representantes do Mato

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Até dá para entender que a música instrumental não é tão acessível ao público geral e por isso não seja considerada tão comercial quanto uma música deveria ser, mas depois de fazer muita vista grossa em relação ao trio Macaco Bong, finalmente a MTV Brasil deixou de moage e colocou a banda no seu principal prêmio, o anual VMB. O legal da história é que não é só o instrumental cuiabano que está lá, mas tem uma categoria inteira (a exemplo do prêmio Toddy/Dynamite) só de bandas instrumentais. Então vamos lá, entre no link e ajude a música cuiabana a se expandir.

Falando em expansão, depois de ter o primeiro disco eleito como o melhor do ano pela revista Rolling Stone, essa mesma Macacada está em turnê nacional com outro projeto bacaníssimo, o Música do Mato, que surpreendeu o mercado musical cuiabano (que já estava se afogando depois do ápice que foi o Festival Calango 2008) com uma banda formada por diferentes músicos de vários etilos como Jazz, eletrônico, Mpb, rock e a própria banda instrumental e seguiram para o nordeste mostrar a música vinda desse Mato, o Mato Grosso. Pois é, não tava sabendo disso? Ainda tem muita coisa massa acontecendo. Mas antes, entra ae no link que daqui a alguns dias estarão aberta as votações.

Vanguart também está concorrendo. Helio Flanders como melhor vocalista, corre lá.

texto meu publicado no blog do Factóide, só estou reproduzindo.

R.I.P. — Les Paul (1915-2009)

LesPaulClassic

Aos 94 anos, morre o criador da guitarra clássica do rock. Do rock ‘n’ roll cheio, pesado e denso que só a Les Paul pode oferecer. Todo o ramo de desenvolvimento de instrumentos musicais fica de luto, e em silêncio.

R.I.P. — Les Paul (1915-2009)
les-paul

não faça isso em casa @ Receita Sub-Sônico

Morri de rir com esse viral da festa Underlab, de música eletrônica, que rolou sexta-feira passada no Clube Feminino. Mas cuidado, neste vídeo contém toda a formula da bebida mais quentes do “humilde barzinho da festa”. O sub-sônico está aqui mas cuidado: nunca, jamais, façam isso em casa, se for fazer, tesoura sem ponta, ta?

Tirado do Factóide.

Já que falamos de virais legais de MT, ai vai outro, também protagonizado pelo DJ e amigo Lucas Brandão (Gorduraz), nesta nova saga, ele saiu pela cidade vestido de mosquito-da-dengue, o que lhe custou o prêmio Gazeta na categoria Revelação.

Porque Zélia Duncan é o equilíbrio no pop rock nacional

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É engraçado como funciona a industria de discos musicais. Imagine só essa nova propaganda da Dafra com o @wagnerMoura [leia-se capitão nascimento] em frente a uma multidão de brasileiros comuns e espartanos. Ele, como líder competente, manda todo mundo repetir “eu sou livre” e imediatamente a multidão corre em direção do veículo como se fosse uma guerra entre dois reinos de sociedade dos aneis, a idéia que fica é que a liberdade seria possível para quem comprasse aquele novo modelo de motocicletas. Tá legal, não to aqui dizendo que esse é o melhor comercial do mundo só quero dizer que ele simplesmente funciona. Outro dia um amigo me confessou que desejava comprar aquele certo modelo Dafra, bom, funciona mesmo. Estou sendo sincero, um disco – de qualquer gênero que for – tem que se comportar assim: funcionando. Talvez seja por isso que a crise fonográfica tenha assustado tanto empresários e artistas de qualquer tamanho – os pequenos, semi-deuses, injustiçados e os mitos.

Gostei desse último disco da Zélia Duncan. É amigo, Pelo Sabor do Gesto vence não só pelas músicas, mas por representar o que há de bacana no pop mainstream brasileiro. Não, não… Não há nada de errado com a nossa cena da música nacional, mas hoje em dia em todo lugar está faltando força criativa. Vejam só as revistas de rock, loucas para que esse próximo disco da banda americana Strokes dê certo e seja bom de se ouvir, porque se não o rock morre de uma vez por todas. Nem sei se concordo com isso.

Zélia (@zdoficial) vêm da galera da universidade Dulcina de Moraes, atualmente está estudando o choro e tem uma discografia segura e bem construída, uma exceção quando se pensa em bandas de Brasília (Duncan nasceu em Niterói/RJ, mas tem parte da carreira na capital federal). Sempre inquieta, já gravou com dezenas de artistas e recentemente fez parte da banda Os Mutantes, num convite muito especial feitos pelos heróis da sua infância. Depois dessa incursão dentro de uma banda lendária (o que mataria a carreira de muitos artistas superficiais da nossa bandeira verde-amarela) ela ainda consegue seguir em frente com uma imagem segura e moderna. Sua divulgação é bem trabalhada, tem um site bacana e o my space, mesmo tendo menos de 40 mil acessos (um número pequeno para os padrões do mercado) é bem feito, atraente e ao mesmo tempo sofisticado, a idéia que dá é que o lugar é seleto, para poucos e calorosos fãs. Eu como ouvinte tive vontade de participar desse mundo. Bem, como disse, funciona mesmo. 

Tenho na tela do meu computador nesse momento o release oficial do disco. E o mais legal é que consegui fácil na Internet # já reparou que as vezes você entra na página do artista e é tão cheio de firulas, flashs e estranbôlhos que tudo que você quer são informações básicas e nunca consegue? Eita, ponto pra Zélia. Opa, será que posso chamá-la pelo primeiro nome? Vamos fazer de conta que ela deixou.  

O que mais espanta no disco é que é feito com amor. É meus amigos, o que antes era comum hoje é raridade entre artistas, ainda mais quando estão numa grande gravadora (como a Universal Music – a maior do mundo) e mesmo assim, ainda dá pra escrever seu próprio release, que digo de passagem, é o melhor que recebi em minha mesa nos últimos tempos. Zélia representa a renovação do pop no Brasil, digo isso sem medo. Ela consegue o equilíbrio perfeito entre uma boa produção e entrega num só disco, é como um mascate vendendo quilos de sua própria carne, como já disse um grande crítico. Quem acha que ela é uma grande intérprete da música brasileira está atrasado, esse posto a cantora já conseguiu a muito tempo. Nesse novo disco ela não assume nenhuma música sozinha, o que faz do disco um sortimento de bons arranjos e ideias, composições que vão de Chico Cézar (que também participou da música), Zeca Baleiro, Moska, Rita Lee e do Pato Fú John Ulhoa que inclusive produziu o disco junto com Beto Villares, que entrou na história por indicação do paralama Herbet Viana.

Legal, não vou comentar as músicas porque ainda estou bebendo delas e as impressões chegam a cada audição. Hey Zélia, se você ler esse texto te peço desde já uma entrevista, mas não uma entrevista qualquer, tem que ser uma livre, na mesma intensidade que foi pra você entrevistar o Itamar Assumpção, pode ser?

zelia

*nota: Gostaria de colocar o link para baixar o disco inteiro, mas como recentemente meu blog saiu do ar porque coloquei o link do novo disco do Arctic Monkeys e por isso quase perdi o blog, então, aprendi a lição. Entre nesse blog aqui (pra não deixar vocês na mão) que tem o link.


Carpatia

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