Arquivo para abril \17\UTC 2010

Um site para Hermeto Pascoal


Pode até soar estranho, mas um dos pilares da nossa música – com mais de sessenta anos de atividade e presença ativa na história da música nacional – não tem um site da “qualidade” de sua obra. Melhor dizer que não é tão estranho assim, à exemplo, o Egberto Gismonti, com uma discografia de 53 discos e um certo patamar internacional, não tem site. Um site é o próprio artista globalizado, é a sua casa, seu espaço para visitas, é o contato dos fãs com a sua música e seu mundo. Por isso, não pode ser feito de qualquer jeito, e deve seguir o mesmo conceito, temática e sensação que o artista proporciona.

Mas não temos isso no site de Hermeto Pascoal. O layout, que em tese é o mais importante, não tem atratividade estética, pelo contrário, é pouco chamativo e a disposição das cores é confusa. Não tem boas fotos e não oferece – tanto para jornalistas como para o público – uma noção direta do que foi a vida deste músico alagoano. Para se ter uma idéia, no site do Tom Jobim – hospedado nos domínios da Uol – o fundo (ou background) tem uma cor bege que se relaciona com toda a áurea da Bossa Nova, isso é conceito. A Ivete Sangalo muda com freqüência todo o tema do site, sempre com novidades e de fácil manuseio, seguindo os princípios da intuição. Eu me proponho construir um site para o Hermeto.

O site é só o início. Várias outras possibilidades são possíveis no campo da internet. E eu não estou falando somente de envergadura digital, mídias sociais e etc. Estou falando de divulgação de uma carreira artística que está em pleno funcionamento e exercício criativo. Pascoal ainda viaja o Brasil e o mundo tocando, regrava com outros artistas e ainda é regravado por uma centena de músicos espalhados pelo mundo, ainda mais depois de ter – em carta oficial – entregue toda sua discografia para quem quiser copiar, regravar, rearranjar… Veja bem, até mesmo isso poderia – tomando por base o marketing – ser uma fonte inesgotável de notícias, porém raramente chega ao público em plena geração da internet.

Um site como o dele tinha que ter, no mínimo, a discografia completa para streaming. Ou seja, quem quiser escutar a qualquer hora tá liberado, só não baixar. Ou então, já que o músico liberou tudo, disponibiliza os discos para download e cria uma política de banco de dados entre os usuários, construindo assim um fórum dentro do site só para fãs, isso manteria viva a “casa” do Hermeto na internet. Que tal um concurso mundial de mashups só com músicas do Hermato, hein? Além disso, teríamos divulgação grátis para boa parte dos discos de Hermeto, imagine a mídia espontânea? O fato de disponibilizar gratuitamente não é problema, afinal, é muito fácil achar um torrent com toda a discografia de Hermeto na net. E alem do mais vários discos dele não estão mais em catálogo e a internet é o único local disponível para a audição completa destas obras. Acho que nem em sebo encontramos mais discos como o Slaves Mass ou Cérebro Magnético, para tomar com exemplo.

Enfim, as possibilidades são muitas e não escrevo para apontar erros, mas para reivindicar uma a valorização de um patrimônio nosso, dos brasileiros. Hermeto não é só conhecido mundialmente por seu virtuosismo no palco, mas é um dos ícones da World Music e da música experimental. Um site preparado teria efeito na popularização de sua música em nosso país e, sobretudo nessa nova geração de estudantes da música. Um site totalmente reformulado, de fácil compreensão a manuseio, seria resgatar uma musicalidade ímpar da música brasileira e ainda incentivar outras iniciativas de músicos esquecidos de um dos países mais musicais do mundo, o nosso Brasil.

Olha o site ai http://www.hermetopascoal.com.br

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Madeleine Peyroux encanta Billie Holiday


Nova York, 1959, aos 44 anos, morria Billie Holiday, até hoje uma das peças fundamentais do jazz americano no quesito “profundidade da emoção”, se é que realmente essa expressão explique alguma coisa. Digo esse profundidade de expressão entre aspas porque a receita do bolo é a seguinte: pegue um timbre único e junte à uma imersão total no sentimentalismo de uma canção, uma receita que Billie não fez de maneira fácil em seus 24 anos de carreira como cantora. Aos dez anos foi violentada por um vizinho, aos 14 se prostituiu para ajudar a mãe em casa e, depois de uma vida cheia de turbulência, morreu de overdose de heroína, pobre e numa luta interminável contra o alcoolismo. Uma história como essas coloca o nome de Holiday num lugar confortável no Olimpo das cantoras que transmitiam a paixão, o amor e a vida em cima do palco – sem querer exagerar.

Não quero comparar, porque comparar é um argumento muito fraco. Mas 15 anos após a morte de Billie, na cidade universitária de Athens – Geórgia – nascia Madeleine Peyroux, que não tem qualquer semelhança com Holiday se não o mesmo timbre vocal e sensibilidade. É inacreditável se você comparar. Mas não vá achando que ser uma simples cópia é o único talento de Madeleine, que tem uma discografia rica que se dissocia e voa muito além do estilo da negra Billie Holiday. Madeleine disse para Jô Soares: “Admito que o tom de voz dela tem um aspecto que acabei de integrar ao meu modo de cantar porque ouvi as gravações dela por muitos anos”

Invasão Japonesa

Black Button Brass Band

Toe

Yellow Magic Orchestra

Supercar

Kyu Sakamoto

SuperCovers #07: Nazareth X Love Hurts

Sim, o amor machuca, deixa cicatrizes, mas também pode dar um “up” em qualquer banda. Nazareth já tinha quinze anos de existência e um certo reconhecimento em seu país quando era apenas uma banda que tocava covers nos principais bares de Dunfermline, leste da Escócia. Mas tudo mudou quando decidiram colocar “Love Hurts” no seu sexto disco, Hair of The Dog, de 1975. O álbum vendeu 2 milhões de cópias e rendeu um disco de platina nos EUA, o que assegurou notoriedade mundial e uma promissora carreira no decorrer da década. E as décadas seguintes foram frutíferas: na continuação de 70 ‘ e 80’ o quarteto ainda lançou 14 discos entre inéditos, coletâneas e shows aos vivo, dando outro norte à banda que, mesmo não conseguindo o sucesso comercial de Love Hurt, soube se reinventar e criar outro público além do hit. Por isso, hoje a banda é considerada um exemplo para grupos iniciantes por sua força frente às diversidades e fracassos.

O início – naturalmente – não foi fácil. Depois de oito anos tocando covers e trocando inconstantemente de integrantes, finalmente conseguiram gravar material inédito e, com muito esforço na cena local, abrir os shows do Deep Purple, em 1973, na parte inglesa da turnê do álbum Machine Head e Who do we Think we Are. Essa aproximação fez com que o baixista Roger Glover produzisse dois discos no início de 70’ que obtiveram satisfatório sucesso no país. Em 1999, antes do show de abertura da turnê pelos EUA o baterista Darrel Sweet morre subitamente de infarto, a banda retornou meses depois com o filho do baterista no posto do pai, continuando a turnê, agora em homenagem ao baterista. Em 2008, a banda rodou o mundo numa turnê comemorativa de 40 anos de atividade ininterrupta. No Brasil, nada menos que dez cidades receberam o show do quarteto.

A música, composta pela dupla cowtry Felice Bryant e Boudleaux Bryant, foi primeiro gravada pelos The Everly Brothers, grande influência da música pop a partir dos anos 50, mas só conseguiu relativo sucesso na voz de Roy Orbison em 1961. Em 50 anos a canção já apareceu em inúmeras versões, sendo comum figurar em momentos amorosos em filmes e seriados televisivos.

A “nova” Sandy?

Não, não sou desses que gosta de falar mal de um disco sem ao menos tê-lo escutado. Pelo contrário, aqueles que eu não gosto são os que eu mais ouvi. Me refiro ao novo disco da “nova” Sandy. Na verdade o disco ainda não saiu o que ocorreu foi um vazamento estratégico de um pedacinho da música de trabalho desse novo disco e da nova Sandy, mas que de nova só o cabelo. Mesmo timbre, mesma idéia, mesma impostação e a mesma idéia de moça do interior que veio estudar na cidade. Nada contra esse conceito, funcionou no passado, mas o mercado mudou pra valer. E para piorar, o teaser lançado pela produção não ajuda em nada nesta nova fase. Ela vêm andando pela calçada e menciona o novo começo longe do irmão, sozinha. E pronto, acho que vai demorar para eu esquecer daquele complexo de “ O que é que você foi fazer no mato Maria Chiquinha”. O mercado mudou, está mais ousado, mais possibilidades, na arte não existe mais o feio e o bonito, a música é maior. Será que vai ser preciso ela quebrar a cara como o Marcelo Camelo para se refazer artisticamente? tudo bem, vamos aguardar.


    E o que é isso, uma demo?

Music of 1880 to 2010

Quase sempre a gente se depara com um vídeo que mostra – de forma cronológica – uma estilo, um artista, disco, banda ou até mesmo uma vertente musical. Neles, geralmente com mais de 10 minutos, têm-se uma sequência de músicas com um trecho de 20 segundos cada, na delirante tentativa de uma síntese um determinado tema. Já vi do Punk Rock, de Música Clássica, do Bartô Galeno e até mesmo do Miles Davis, mas esse último que encontrei é o mais completo, tanto em ordem cronológica como em versatilidade de gênero. O programa completo de 92 partes, por isso, vou colocar aqui os 10 primeiros, se quiser mais é só continuar no youtube.

    Music of 1880 to 2010 (Part 3: 1917 to 1932)
    Music of 1880 to 2010 (Part 4: 1932 to 1941)
    Music of 1880 to 2010 (Part 5: 1941 to 1947)
    Music of 1880 to 2010 (Part 6: 1948 to 1954)
    Music of 1880 to 2010 (Part 7: 1954 to 1956)
    Music of 1880 to 2010 (Part 8: 1956 to 1956)
    Music of 1880 to 2010 (Part 9: 1956 to 1957)
    Music of 1880 to 2010 (Part 10: 1958 to 1958)

Carpatia

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