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Um site para Hermeto Pascoal


Pode até soar estranho, mas um dos pilares da nossa música – com mais de sessenta anos de atividade e presença ativa na história da música nacional – não tem um site da “qualidade” de sua obra. Melhor dizer que não é tão estranho assim, à exemplo, o Egberto Gismonti, com uma discografia de 53 discos e um certo patamar internacional, não tem site. Um site é o próprio artista globalizado, é a sua casa, seu espaço para visitas, é o contato dos fãs com a sua música e seu mundo. Por isso, não pode ser feito de qualquer jeito, e deve seguir o mesmo conceito, temática e sensação que o artista proporciona.

Mas não temos isso no site de Hermeto Pascoal. O layout, que em tese é o mais importante, não tem atratividade estética, pelo contrário, é pouco chamativo e a disposição das cores é confusa. Não tem boas fotos e não oferece – tanto para jornalistas como para o público – uma noção direta do que foi a vida deste músico alagoano. Para se ter uma idéia, no site do Tom Jobim – hospedado nos domínios da Uol – o fundo (ou background) tem uma cor bege que se relaciona com toda a áurea da Bossa Nova, isso é conceito. A Ivete Sangalo muda com freqüência todo o tema do site, sempre com novidades e de fácil manuseio, seguindo os princípios da intuição. Eu me proponho construir um site para o Hermeto.

O site é só o início. Várias outras possibilidades são possíveis no campo da internet. E eu não estou falando somente de envergadura digital, mídias sociais e etc. Estou falando de divulgação de uma carreira artística que está em pleno funcionamento e exercício criativo. Pascoal ainda viaja o Brasil e o mundo tocando, regrava com outros artistas e ainda é regravado por uma centena de músicos espalhados pelo mundo, ainda mais depois de ter – em carta oficial – entregue toda sua discografia para quem quiser copiar, regravar, rearranjar… Veja bem, até mesmo isso poderia – tomando por base o marketing – ser uma fonte inesgotável de notícias, porém raramente chega ao público em plena geração da internet.

Um site como o dele tinha que ter, no mínimo, a discografia completa para streaming. Ou seja, quem quiser escutar a qualquer hora tá liberado, só não baixar. Ou então, já que o músico liberou tudo, disponibiliza os discos para download e cria uma política de banco de dados entre os usuários, construindo assim um fórum dentro do site só para fãs, isso manteria viva a “casa” do Hermeto na internet. Que tal um concurso mundial de mashups só com músicas do Hermato, hein? Além disso, teríamos divulgação grátis para boa parte dos discos de Hermeto, imagine a mídia espontânea? O fato de disponibilizar gratuitamente não é problema, afinal, é muito fácil achar um torrent com toda a discografia de Hermeto na net. E alem do mais vários discos dele não estão mais em catálogo e a internet é o único local disponível para a audição completa destas obras. Acho que nem em sebo encontramos mais discos como o Slaves Mass ou Cérebro Magnético, para tomar com exemplo.

Enfim, as possibilidades são muitas e não escrevo para apontar erros, mas para reivindicar uma a valorização de um patrimônio nosso, dos brasileiros. Hermeto não é só conhecido mundialmente por seu virtuosismo no palco, mas é um dos ícones da World Music e da música experimental. Um site preparado teria efeito na popularização de sua música em nosso país e, sobretudo nessa nova geração de estudantes da música. Um site totalmente reformulado, de fácil compreensão a manuseio, seria resgatar uma musicalidade ímpar da música brasileira e ainda incentivar outras iniciativas de músicos esquecidos de um dos países mais musicais do mundo, o nosso Brasil.

Olha o site ai http://www.hermetopascoal.com.br

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“Um” Emicida tem espaço no mercado brasileiro?

Acompanhar as tendências musicais americanas é algo que o brasileiro se acostumou desde que um executivo teve a idéia de criar a Jovem Guarda. O que bomba lá, daqui a pouco chega aqui. E quando chega se espalha e vários outros artistas nascem, conquistando os fãs daquele determinado segmento e consequentemente preenchendo uma nova coluna no mercado brasileiro, que agora tem seu representante nacional – coisas de mercado. Foi assim com os Secos e Molhados, que em 1973 tocava um glam rock já ultrapassando na Inglaterra. Também com o RPM e Paralamas do Sucesso, com imitações do “arena rock oitentista” e do jeito regueiro do The Police. E ainda tem o punk, o grunge, a música eletrônica e a lista vai até Mallu Magalhães, e continua….

Antes de mais nada digo que esse “modos operandis” não é algo maléfico e único do Brasil. Na verdade, muito do que se produz por aqui são de fato apenas reflexos do mercado internacional e o que está fora disso dificilmente consegue sucesso comercial. Ou seja: se uma banda não está no modelo “pop” dificilmente terá uma vida longa pela falta de estrutura (leia-se grana) que o mercado não-comercial tem. Isso não quer dizer que o artista está fadado a morrer na praia porque a internet dá muitas oportunidades para quem tem musicas boas, mas vai dar um duro danado. E isso não é exclusivo da música, mas também do teatro, cinema, esporte, musica clássica e tudo quanto é arte.

O E.M.I.C.I.D.A está inserido nos dois conceitos. Ao mesmo tempo que se lambuza das vertentes do hip-hop que a pouco tocavam nas rádios norte-americanas, ainda sim consegue colocar algo de original em sua figura simbólica. É claro que ele ainda é estreante e tudo que fez até hoje talvez não corresponda a nada do que virá pela frente, mas seu disco sem gravadora de estréia, Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe, toma de assalto uma lacuna vazia no hip-hop mainstream brasileiro desde que Marcelo D2 se tornou mais corporativo, o MVBill se transformou num artista assistencialista e o Sabotagem foi assassinado. O publico precisava de outra coisa, e essa outra coisa tinha que vir tímida, rasteira e com uma idéia muito da original.

Partimos então para uma rápida análise do hip-hop e sua representação social nos dias de hoje. A auto-suficiência, a sobrevivência e o sentimento de viver a margem (e excluído) de uma sociedade elitizada são a tônica de qualquer artista do gênero. Para isso, utilizam termos como “guerrilha urbana” e “caos” como um resumo da atual situação social, mesmo que essa não seja a real vivência do seu cotidiano. É o que Simon Reynolds – crítico musical inglês que “descobriu” a cena grime – chama de “individualismo patológico”. Isso é um resquício da trajetória marginal do ritmo, que se solidificou nas camadas de menor renda e se isolou socialmente como forma de sobrevivência. Algo semelhante do que ocorreu no nascimento das favelas brasileiras.

Esse conceito faz com que as músicas fiquem em torno desde mesmo tema socialista, de que juntos conseguiremos quebrar o sistema que exclui o negro e o pobre. Isso não nos soa estranho: Nos EUA, país que tem em sua maioria negros, essa temática ainda está presente (e bem forte) na cultura hip-hop. De vez em quando, este estereótipo é combatido por quem se formou nesta escola, a exemplo, o rapper Mano Brown, que junto com seu grupo Racionais Mcs se tornou uma unanimidade aqui no país. Recentemente foi capa da edição brasileira da Revista Rolling Stone com a tentativa de mudar sua imagem de “música dos renegados”. Isso nos leva a crer que o hip-hop brasileiro vive um dilema: permanecer como uma música de terceiro mundo, sendo vítima das ruas e repetindo que o sistema foi criado exatamente para ser contra seu modo de vida ou se estabelece como mercado, profissionaliza seus mantenedores e explora as várias abordagens que o gênero por si só consegue flertar. Seria uma escolha difícil, já que falamos de auto-sobrevivência?

Bem, EMICIDA chegou nesse momento crucial. Primeiro que a história do garoto que cantava nos trens e vendia seu disquinho por míseros R$2 nas ruas de São Paulo chamou a atenção logo de cara, e esse mesmo garoto também tem uma longa história como Mc na impressionante marca de 11 vezes campeão consecutivo na batalha de MC’s da Santa Cruz e por 12 vezes a rinha de MC’s. A produção do seu disco ainda é caseira, mas isso não o desqualifica. Pelo contrário, intensifica o conceito da “rua marginal” de que falamos agora pouco. As letras fogem do incomum e não apenas falam do cotidiano numa cidade sitiada, mas sobretudo de esperança num estado natural próximo as estrelas e “então jamais vou conhecer o fim”, como ele mesmo diz na música Chuva de Mísseis.

Mas também há espaço para a Flora, da novela Favorita, interpretada por Patrícia Pillar. A figura da vilã da Rede Globo se tornou sinônimo popular da maldade e esse conceito também faz parte das letras de EMICIDA, que não soa panfletário. Com apenas um disco ainda é difícil prever em que direção a carreira do paulistano vai seguir, mas com certeza seu tom intimista não será afetado e sua veia “pop” natural se sobre sai pelo bom gosto e pelos assuntos que se relacionam ao senso comum. EMICIDA não é o único a utilizar desta temática, porém, está longe de se tornar um movimento. E nem precisa já que ele “lembra dos esquecidos e faz tudo por 100 real.”

O “hip-hop repentista” tem em sua gene a pretensão de sempre subir na vida: sobre voltar ao estado natural das coisas e sair dessa caricatura utópica pode ser um risco levando em conta o público já formado dessa vertente estereotipada. Sim, estou falando do grande público. Ao longo da história musical brasileira alguns artistas já fizeram esse caminho, mas EMICIDA nos dá uma visão atualizada desse cenário. E é o próprio cenário que irá absorvê-lo. O espaço está garantido até a segunda ordem.

Robbie Williams em superexposição midiática

De vez em quando o artista entra em colapso, surta e alopra. E quem paga o prejuízo para resolver a “jogada de merda no ventilador” é a empresa que cuida da sua imagem – geralmente bancada pela gravadora. Dias desses, prestes a lançar a turnê mundial do novo disco, Reality Killed the Video Star, o cantor charmosão inglês Robbie Williams diz que tem pavor do público, que tem fobia de se apresentar ao vivo e que não consegue ficar na frente de uma multidão, ou seja, os efeitos da fama surtaram novamente o rapaz. Fico pensando que o desespero do seu management é semelhante a sensação de prejuízo que o agente do Michael Jackson sentiu quando soube de sua morte.

A conversa foi e voltou. Quando Robbie expôs essa condição na mídia ficou claro que essa questão já era um problema sem solução dentro da gravadora. No final das contas eles não promoveriam uma turnê e o sucesso do disco e vendas de ingressos estavam comprometidos. Mas eis que surge uma idéia…

Que tal fazer um show no teatro e transmitir para o mundo inteiro, e ainda cobrar ingresso por isso? (uma história que deu certo com o Radiohead em 2008, na Califórnia)

Um acordo entre a BBC Worldwide e a BY Experience trouxe Robbie para o BBC-Electric Proms, um festival de música anual organizado pela BBC. Como o cantor de 35 anos fará o show inaugural do festival, a apresentação será retransmitida simultaneamente em 200 salas de cinema em 23 países. E cada cinema cobra seu ticket e todo mundo fica feliz. Não é a mesma coisa de uma turnê, mas pelo menos muita gente pode ter acesso à esse novo disco.

Os ingressos para a apresentação estarão à venda nesta sexta-feira (9) e os fãs de Williams poderão ter mais informação sobre o que acontece em cada país através do site do artista.

Boa saída, né? Quero ver só como vai ficar a tramóia.

Quem se arrisca acerca do futuro dos Downloads?

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      a cantora em recente show na cidade de São Paulo

Acho muito bacana essa discussão toda em cima do futuro do download. Acho bacana porque o mundo da música tinha até esquecido da discussão que o In Raibows [sétimo disco do Radiohead] tinha provocado. Mas só foi a Lilly Allen fazer alguns desabafos em seu blog, atacar até o baterista do Pink FLoyd, Nick Mason, que choveram críticas sobre a carreira da moça, e tudo verdade, afinal de contas ela é uma artista da internet, que nasceu por causa da rede, oras. De repente os fóruns se reativaram e reportagens especiais nos sites sobre o download voltaram a aparecer. Bandas, músicos, especialistas, selos, gravadoras, todo mundo tem espaço para dar sua opinião sobre o futuro, todo mundo virou vidente virtual. Só esqueceram de entrevistar o mais importante, o público – as pessoas que consomem. Bom, é muito fácil perceber que essa discussão não tem fim e só o tempo vai dizer o que afinal a internet e essa tal de aldeia global vão fazer com a música. Enquanto isso Fred 04, Nação Zumbi e um monte de gente que está com medo vão ficar falando mal da internet, como se fosse possível fazer algo para reverter… bom, vamos lá.

U2 quer o Revival do Arena Rock?

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A banda irlandesa U2 foi a última a provar do chamado Arena Rock, um movimento mercadológico que esquentou a década de oitenta com a construção de mega-espetáculos feitos para grandes estádios e imensas arenas – apresentações para mais de 100 mil pessoas. O último suspiro dessa prática foi a turnê ZOO TV, lançado em 1992, que rodou o mundo numa suntuosa logística. Claro que depois disso muitas bandas fizeram a prepararam seus shows para grandes estádios, mas com o aumento de novas bandas, pessoas se conectando e muita coisa acontecendo, naturalmente o mercado parou de gastar em grandes estruturas, o negócio então foi reduzir para fazer mais shows em mais lugares, isso foi o que segurou boa partes das novas (e algumas velhas) bandas.

Mas eis que os discos começam a vender menos e surge as produtoras de grandes turnês e o negócio voltou a ser tão lucrativo que dá até pra voltar a investir pesado. Um delas: U2!

Em março do ano passado o quarteto de Dublin assinou com a produtora americana Live Nation [um contrato de 12 anos que custou U$100 milhões para o bolso da banda e que inclui, além do controle de merchandising da marca, patrocínios, site oficial, gravação de discos e uma série de turnês “das grandes”]. Depois do lançamento do bem-recebido No Line on the Horizon o grupo deu início a turnê “360° World Tour” e gerou discussão no show Bizz pelo tamanho e logística da estrutura. Ao todo foram gastos mais de U$40 milhões nos espetáculo (acredito ser o palco mais caro da atualidade, carece de informações) com cerca de 94 caminhões montando e desmontando a estrutura por toda a Europa. E fique esperto, o arquiteto Mark Fisher confirmou a BBC de Londres que a turnê virá para a América do Sul. Todo o esforço está dando certo, Os shows estão recebendo mais de 200 mil fãs e redefinindo o conceito “fazer show” no grande mercado.

Seria a volta do Arena Rock? Na verdade não. Até onde se tem notícias o U2 é uma exceção. Ainda é mais rentável montar uma estrutura mediana – que comporte shows para 20 mil pessoas – e tocar pelo mundo. Cobrindo mais datas. Mas isso é só uma especulação. Depois de uma bem sucedida volta ao mundo da Madonna (logo-logo também Britney Spears) quem sabe o mercado não se recondiciona? Não sou vidente, mas vou ficar aqui de longe só sacando.

Mais fotos

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Veja Turnê ZooTV  (1992)

O dia em que a terra parou

A morte de Michael Jackson é a prova de que a obra de um artista pode ser maior do que ele próprio. A sua trajetória como músico popular, as controvérsias, as excentricidades, o mito por trás de um homem que viveu o limite do amor e do ódio no mundo da música, encontrou em sua morte a exposição máxima de mídia que um ser humano conseguiu na história. O planeta parou. E relembrou momentos do artista que não tinha barreiras quando criava sua arte para essa nossa pequena aldeia global.

Uma revolução na comunicação. Na quinta-feira a tarde quando soube de sua morte e de como a imprensa na Internet estava notificando o acontecido, corri para frente da Tv e não importou se a seleção brasileira tinha garantido a final da Copa das Confederações [na África do Sul], e nem tão pouco as acusações contra o ex-presidente José Sarney (MA) no senado ou até mesmo o avanço da gripe Suína (H1N1) pelo país, tudo isso ficou em segundo plano com a morte do astro Michael Jackson. E não foi só por aqui, o mundo todo reverberou a notícia e apontou suas armas para descobrir o que afinal aconteceu entre a casa do cantor e o Ronald Reagan UCLA Medical Center.

O Google e o Twitter (22,6% das mensagens feitas no dia foram dedicadas a ele) ficaram fora do ar, o número de usuários na rede mundial de repente subiu 11% com gente querendo informações sobre o estado de saúde de Michael, isso fez com que o Google acreditasse que estivesse acontecendo um ataque cibernético e seu sistema e – numa situação inédita – desligou o provedor.

Da Internet para fora. Em qualquer lugar que se vai, do restaurante ao cinema, do campo de pelada na rua até o grupo de Alcoólicos Anônimos, da igreja metodista até a Casa Branca, o assunto era comentado em qualquer grupo de dois ou mais. Vivemos finalmente na aldeia de Marshall McLuhan.

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Imagine se fossemos quantificar ou valorizar o número de mídia espontânea que o nome do Rei do Pop conseguiu em três dias? Bem, se Elvis Presley – morto em 1977 – hoje é uma das celebridades que mais lucram depois da morte, Michael já vence esta estatística horas depois de sua morte. Em números gerais, quatro horas após a confirmação da morte, seus discos atingiram os 15 primeiros lugares em vendas site de músicas Amazon.com. Só o Thriller (1982), voltou ao topo em vendas com a reedição do 25 aniversário do disco – lançado em 2007. Depois dele, os álbuns Off the Wall (79) e Bad (87) também estiveram entre as primeiras posições. Mas não só a carreira solo, ainda hits do seu antigo grupo Jackson Five voltaram ao topo de vendas. Em vida, Michael vendeu 750 milhões de cópias, depois de sua morte, ainda não se tem o número de quanto esse número subiu. E como a pirataria chinesa já está vendendo um DVD Tributo, nunca saberemos os números reais desses dados.

Em entrevista ao Fantástico [Rede Globo], a brasileira que era cozinheira de Michael finaliza – emocionada – o seu discurso desabafando “não aceito o mundo sem Michael Jackson”. Não é exagero se pensarmos que ela não é a única a pensar dessa forma, a prova disso aconteceu desde quinta-feira onde tudo estava em torno de Michael. Quatro dis depois já soube notícias de que 12 pessoas se suicidaram com a morte dele. Enfim, tivemos uma final de semana diferente, não temos mais o homem que era sinônimo de estranheza e idolatria no mundo artístico.

Encerro aqui minhas homenagens ao pequeno Michael. E espantado com a comoção mundial em torno de sua morte.
micMICHAEL JACKSON, O REI DO POP! 1958 – 2009

Depois da final, Susan Boyle vale quanto?

É, depois de todo roteiro cinematográfico feito em cima de Susan Boyle, no final, não deu. Não deu pra vencer o prêmio mas fez dela um produto que o mercado não consegue saber quanto vale. Não só pela mídia espontânea mundial que a escocesa conseguiu, nem tão pouco por causa dos 60 milhões de acessos do seu vídeo da primeira participação no programa e sem contar pelo seu fã clube de super artistas, esses pequenos fatores  fazem dela um produto já cobiçado. Em recentes especulações há quem diga que Susan já tenha assinado com o selo SYCO, do apresentador do Britain’s Got Talent Simom Coweel e se for verdade, lá vem pedra.

A idéia da mulher feia e sem futuro que se torna famosa no mundo inteiro é uma fábula contemporânea que desperta o entusiasmo de qualquer um. E quando isso cái no planeta do entretenimento o negócio fica rentável. É claro, o desfecho seria melhor se ela não vencesse, pra não dar a idéia de que a estrada havia acabado, a partir de agora os hiperlinks dela só vão aumentar, quem sabe sua vida não vira hollywood (ou Bollywood – que está na moda)


Carpatia

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