APÓS A GARRAFADA
se recompôs, olhou para o público e disse “adeus”
Carlinhos Brown @ Rock in Rio 2001
APÓS A GARRAFADA
“Pode jogar o que você quiser que nada me atinge. Nada me atinge! Eu sou da paz! Olha, não adianta gostar de nada quando não se tem juízo. Quando não se pensa. Quando não raciocina. Não adianta gostar de nada. Tem que ser pelo amor. Você que gostam de rock tem muito que aprender na vida. Aprender a respeitar o ser humano, dizer não à violência e dizer sim ao amor. Acredite na vida, gente. Agora, o dedinho pode enfiar no traseiro…”
A MPB (embora não concorde com essa nomenclatura) hoje vive um momento de crise-de-identidade. O que na década de 90 deu muita grana para executivos com remakes e revivals do que foi os 70′, hoje tenta ao máximo sair da “bolha” e aposta nas várias gamas da musicalidade brasileira, o que me deixa muito feliz quando penso que será o legado para meu filho. E Paulo Monarco nos revela uma dessas gratas surpresas. Já está praticamente pronto. Boas musicas, arranjos econômicos, letras que estão começando a criar uma identidade e acima de tudo, tem um bom gosto nato. Mas ainda não é um daqueles artistas que pega de jeito que não foi vê-lo. Mas isso é natural, dominar um show não é uma das tarefas fáceis e muitos só conseguem com um bom tempo de estrada. O fator artístico talvez seja o que mais ele tenha que trabalhar. Criar no palco a áurea de um artista [que ao pé da letra é alguém sobre humano] e dominar o espaço e tempo do palco não são fáceis de se atingir, mas confesso que gostei do andamento de sua apresentação. Se fosse seu amigo íntimo diria: vai lá cara, você está chegando perto.
Aqui no Brasil o hardcore, assim como o punk, são vertentes que vão e vêm em uma série de hypes e revivals. E quem fica para contar a histórias são as bandas que decidiram lutar até o final, trabalhar como um cavalo, e esperar que tudo der certo. No final das contas é bem diferente do real sentido autodestrutivo do punk de 78, mas chega a cultura do skate bem explicado. Snorks é uma dessas bandas. Vi nascer, os altos e baixos, a perdas de integrantes, a mudança de instrumentos e por final um trio quase maduro o suficiente para se jogar em uma discografia no mínimo interessante. Mas se apressem, porque esse negócio de conflitos do cotidiano já está manjado. Esse show já tem muito tempo, esta na hora do show inteiro ter algo novo, algo que fuja desse lugar comum de bermudas largas, tênis Adiddas e cintos brilhantes. Falo isso porque a banda tem potencial, ah isso tem.
O Venial já tem seis anos que está aí, na estrada. E sem medo digo que é uma das bandas locais que sobem mais bem preparadas para o palco. Sabe fazer o tempo do show, tem o domínio do público e desde o Festival Kura Del Sur, de 2007 vejo a banda sempre fazendo um show no mínimo profissional e tecnicamente satisfatório. Mas o que acho estranho é o fato da banda não conseguir passar disso. Uma boa representatividade na internet eles tem. Mas o que falta para aquela guinada final? acho que a contratação de um produtor artístico para olhar a banda “de fora do copo” seria uma das dicas que daria. É claro que o som ainda não está completo, cheio, bem produzido. Mas como estão no caminho certo a visão de um profissional mais preparado seria uma das soluções para a banda finalmente encontrar um pouco mais de sua identidade e musicalidade. Acredito que a penetração da banda no nicho seja difícil, logo porque o Centro-Oeste é uma região que não investe no metal, em contraponto do nordeste, que tem um dos grandes festivais do gênero. Mas como a internet está ai e a banda tem uma gama de experiência em sua plataforma digital (my space, youtube, blogs…) acho que o resto não será problema.
A prova disso é a boa sacada que deveria ter gerado mais mídia espontânea do que obteve: o lançamento do DVD da banda. Nada de novo, apenas uma coleção de vídeos, clipes, fotos e outros bônus. Se todas as bandas fizesse esse tipo de promoção teríamos outra realidade por aqui em Hellcity.
Nascido no frutífero final dos anos 60, o Dub apareceu no auge do cenário “roots reggae” como uma manipulação [um remix, digamos] das musicas que estavam na moda. A idéia central era a valorização grooveada do contra-baixo e batera, com a adição de outros elementos não-usuais como sirenes e sons de animais, na tentativa de deixar a voz um pouco de lado. Teve grande popularidade nos anos 70, mas logo ficou no esquecimento das grandes mídias. Porém mesmo longe dos holofortes o dub não morreu e nesse tempo todo se desenvolveu e se ramificou em várias vertentes pelos suburbios do reggae.
No final de 90 o Dub atingiu seu revival com um banho de tecnologia, a exemplo, o trabalho do produtor guianês Mad Professor em bandas como Massive Attack e Sade . Com essa revolução, o ragga dub saiu na frente por sua intenção psicodélica. E quando todo esse psicodelismo chega é que entra em cena o selo Easy Star Records.
Original de Nova Iorque, o selo começou a fazer barulho quando lançou o disco The Dub Side of The Moon, uma recriação bem produzida do clássico disco do Pink Floyd, de 1973. A aceitação foi imediata e a banda que gravou o disco, Easy Star All Star (que pertence ao selo) saiu em turnês por vários países – inclusive Brasil. Segundo Eric Smith, musico, produtor e um dos donos do selo, não é fácil fazer um disco clássico em dub. “Antes temos que analisar a concepção, ver como os fãs vão reagir e achar uma combinação certa”, diz
De 2002 pra cá outros projetos bem sucedidos foram surgindo, destaque para Radiodread, recriação do Ok Computer, de 1994. E Easy Star’s Peppers Lonely Heart Dub Band, o divisor de águas dos Beatles. Hoje o estilo Dub não é mais uma vertente, mas tem status de gênero e o número de adeptos só cresce a redor do mundo.
Aqui no Brasil temos o documentário Dub Echoes, do jornalista Bruno Natal. Ótimo documentário que foi e ainda continua sendo bem recebido pela mídia européia e festivais de cinema aqui e também lá fora. Uma grande iniciativa brasileira. Veja aqui uma entrevista com os produtores do documentario.
Mais de 10 milhões pessoas em 188 países assistiram a apresentação do U2 nesta domingo, no Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos. Esses dados foram divulgados pelo site oficial da banda e quebra o Record absoluto de shows via internet. Além dos internautas, cerca de 97 mil fãs foram ao estádio. Quem ficou em segundo foi a cantora Madonna, que tinha feito um show em 2000, no lançamento do cd Music, onde foi vista por mais de 9 milhões de pessoas. Em terceiro está Paul McCartney. O crédito não é só da banda, mas também ao pensamento visionário de seu agente, Paul McGuinness.
Esse show expande e consolida de uma vez esse novo mercado de shows e eventos que surgiu depois que as pessoas começaram a não comprar mais discos. Vender Cd’s não adianta mais. Chamar quem baixa de arquivos na internet de ladrão é loucura. Combater ou punir quem faz download é pior ainda. Por isso, uma série de gravadoras estão mudando sua razão social para “agenciamento” e caindo de cabeça no ramo das turnês, shows pela internet e qualquer outra coisa que faça a música do artista ser muito mais do que só uma “música”.
Essa ação faz parte do pacote da monstruosa turnê que a banda está fazendo ao redor do mundo, capitaneada pela empresa de agenciamentos Live Nation. Mas já falamos disso aqui no blog, Veja Aqui.
Eles fazem parte do “Olimpo” da música brasileira.
A amizade dos dois começou ainda na décade de 40 quando ambos ainda nem tinha 20 anos de idade. Sivuca já tinha gravado com o “doutor do baião” Humberto Teixeira a música Adeus, Maria Fulô (mais tarde regravada pelos Mutantes, em 1969) e Hermeto trabalhava na recém inaugurada Rádio Tamandaré, em Recife. A primeira vez que tocaram juntos foi em 1950 quando Sivuca convidou Hermeto, na época com 24 anos, para participar do trio “O Mundo Pegando Fogo”, projeto integrante da Rádio Jornal do Commercio, do famoso slogan Pernambuco Falando para o Mundo. Neste video, gravado em 2004, os dois músicos se divertem no palco. Para muitos, é considerado uma despedida, já que Sivuca morreu no ano seguinte, vítima de um câncer.
No início da década de quarenta, músicos como Luiz Gonzaga, Carmélia Alvez, Humberto Teixeira, Sivuca e Hermeto, conseguiram traduzir o forró caboclo do nordeste de uma forma excepcional, puro e não caricata. A partir desta época o folclore brasileiro foi visto de outra forma e suas vertentes sempre são bem recebidas ao redor do mudo. Mesmo com mais de 60 anos de carreira, poucas vezes os dois músicos se encontraram, fato que Sivuca lamentou muito no final de sua vida.
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Frases das Semana
"O Rock and Roll é a maior renovação artística desde Homero."
Marshall McLuhan - comunicólogo
"Numa banda de Rock, você está numa situação privilegiada. Você tem poder, muito dinheiro e glamour. Fazer parte de uma grande banda de Rock é como estar em uma jaula. É esse tipo de descoberta e exorcismo que está em The Wall."
Roger Waters - baixista, compositor e vocalista do Pink Floyd